Em 13 de novembro de 2025, o USCIS divulgou uma nova comunicação que reforça o endurecimento das políticas migratórias do país.
Sob a liderança do presidente Donald Trump, da secretária de Segurança Interna Kristi Noem e do diretor Joseph Edlow, o governo afirma que quer “restaurar a integridade” do sistema e voltar a “níveis de bom senso” na imigração legal.
O porta-voz Matthew Tragesser resumiu a visão da administração com uma frase forte: “A distinção entre imigração legal e ilegal se torna irrelevante quando ambas podem destruir um país em sua fundação.”
Segundo ele, a meta é conter o que o governo chama de “migração em massa descontrolada”, que estaria pressionando empregos e serviços públicos.
Principais mudanças anunciadas
A comunicação mostra um pacote amplo de medidas. Entre elas:
1. Fim de programas e revisão de proteções
- Encerramento de programas de parole categórico para nacionais de países como Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela, entre outros.
- Revisão do TPS (Temporary Protected Status), com cancelamento da proteção para vários países, do Afeganistão à Venezuela.
2. Triagem mais rigorosa
O USCIS informou que está usando ferramentas mais rígidas de análise, como:
- Checagem de redes sociais dos imigrantes.
- Consulta ampliada a registros criminais.
- Maior cooperação com a ICE (agência de fiscalização de imigração).
Desde janeiro de 2025, milhares de pessoas com suspeita de fraude, ordens de deportação ou ligação com gangues e terrorismo teriam sido sinalizadas.
3. Combate à fraude e mudanças em processos
A agência destacou a Operação Twin Shield, apresentada como a maior investigação de fraude já feita pelo USCIS, envolvendo:
- Casamentos considerados fraudulentos;
- Abusos de vistos como H-1B (trabalho especializado) e F-1 (estudantes).
Além disso:
- Houve reforço de poderes de agentes especiais e novas contratações.
- Processos de naturalização foram revisados, com retorno de entrevistas presenciais em comunidades e um teste cívico mais extenso.
4. Trabalho e elegibilidade
Outra mudança importante foi:
- Fim da extensão automática do EAD, o documento de autorização de trabalho para estrangeiros. Agora, cada renovação passa por nova triagem, seguindo uma linha de “tolerância zero”.
O governo também anunciou:
- Uma reestruturação do sistema SAVE, usado para verificar status imigratório, com foco em evitar que não-cidadãos votem.
5. Regra do public charge e vistos de trabalho
- A regra do public charge voltou a ser central: estrangeiros precisam mostrar capacidade financeira real para não depender de benefícios públicos.
- No campo trabalhista, foi criado um pagamento adicional de US$ 100.000 para petições de visto H-1B, como parte de uma “reforma estrutural” do programa.
O que isso significa para quem sonha em imigrar?
Apesar do tom duro, isso não significa que o “sonho americano” acabou. Mas deixa mais claro algo que, na prática, sempre foi verdade: Imigrar para os Estados Unidos exige planejamento, estratégia e assessoria jurídica adequada, com advogados licenciados no país.
Com regras mais rígidas e fiscalização mais intensa, tentar “fazer sozinho” aumenta o risco de erro, negativa ou até problemas mais sérios. O cenário político pode mudar, mas a necessidade de preparação séria e orientação profissional continua. Conte com advogados qualificados nesse processo!